Celebram-se anualmente nesta data - 8 de setembro - as "Fiestas Patronales en Honor de Nuestra Señora de Las Angustias, patrona e alcadeza perpétua".
"Oferenda de flores": desfile processional que se celebra na véspera do dia festivo.
A origem desta pietá e da devoção popular que lhe dedicam os ayamontinos está associada à lenda fixada em poema e música por Anselmo Garcia, numa peça assim interpretada pelo Coral de Ayamonte: http://youtu.be/-kDsIEFcUSw
Según cuenta una leyenda de nuestro pueblo, A una madre que llora en silencio, Los vecinos portugueses pronto supieron A una madre que llora en silencio, Imagens da procissão, a 8 de Setembro de 2009, com relato da "lenda do guadiana"pode visto através do seguinte "link":
una larga madrugada negra y sin luna,
marineros que faenaban en lusitania,
a las claras ponían fin a su singladura.
Las redes traían un peso que no esperaban.
La sorpresa llegó al poder contemplar un ángel sin igual.
a su hijo en el fondo del mar,
que gran angustia tendría que así la hicieron llamar.
Ya la Virgen de las Angustias,
Ayamonte una iglesia labró.
Un día la hizo patrona,
un día la hizo patrona y puso corona de amor.
del gran tesoro encontrado por los Coritos.
A la Virgen todos querían en sus fronteras,
que la madre les consolara y les protegiera.
El día de retornar a la imagen vino,
la tormenta llegó,
la Virgen se quedó donde quiso quedar.
a su hijo en el fondo del mar,
que gran angustia tendría que así la hicieron llamar.
Ya la Virgen de las Angustias,
Ayamonte una iglesia labró.
Un día la hizo patrona,
un día la hizo patrona y puso corona de amor

"Como são belas as tuas tendas, as tuas moradas! Como vales se estendem; como jardins junto dos rios; como árvores de sândalo que o Senhor plantou, como cedros, junto às águas!..."
Números, 24 5 e 6
É quando a luz declina;
Quando me desce,
sobre a alma,
a sombra.
É quando a vida
regride, se inibe e se esconde.
Espero, ainda assim,
que a luz regresse;
e que, enfim, me ilumine o rosto!
Ainda que ao frio,
ainda que ao vento...
A mesma viagem, o mesmo estado.
Do outro lado da rua, o mesmo sol, o mesmo querer.
Mas é do outro lado da rua;
Aonde eu não estou...
Caminhámos sob nuvens e chuva, por vezes intensa, quando esta caiu. Vislumbrámos o sol, as veredas, os caminhos, os percursos; os muros, as construções arruinadas e os campos abandonados à sorte dos rios. Descemos e subimos, como pioneiros, carregando esperanças, na demanda dos sonhos.

Gosto da margem
Na certeza das águas.
Gosto de as ver passar
Na correria do Tempo.
Porém, parecem sem Sentido.
São como
Levadas
Pelo peso próprio
De um destino imerso em segredos.
Indomáveis
Águas que correm,
E que contemplo secreto, sereno,
Recatado e só.
Estão a ser cadastradas no contexto da Carta Arqueológica. Algumas mantêm-se ocupadas por apicultores mas outras tantas (talvez mais?) foram abandonadas e encontrar-se-ão, eventualmente, escondidas sob o mato. O trabalho de busca, identificação e registo tem vindo a ser feito pelo Arqueólogo António Dinis que hoje nos levou até Pardelhas, com passagem por Ermêlo, para conhecermos "in loco" as silhas...

À vista de Pardelhas, ainda havia sol...

Descendo de Pardelhas até às "veigas", fiquei maravilhado com a paisagem mas particularmente impressionado com a qualidade do caminho, pavimentado e sustentado por muros de suporte em xisto.

Na profusão de cores e texturas as três silhas, construídas junto à linha de água, não são visíveis nestas fotos. As silhas de Pardelhas não têm, aliás, cortiços ou colmeias. Estão abandonadas. Já a silha que vimos em Ermêlo pôde ser fotografada com um apicultor em actividade.

Esta visita inscreveu-se na comemoração do "Dia Internacional de Monumentos e Sítios" e do programa de animação que acompanhou a realização da "I Feira da Broa e do Mel" promovida pela câmara municipal de Mondim de Basto.
A “Hermandad de Jesús Resuscitado e de María Santísima De La Victória”...

...é a mais jovem das irmandades da cidade de Ayamonte, província de Huelva, Andaluzia; foi fundada em 1991 (440 anos depois da fundação da Irmandade mais antiga).

A Irmardande e os seus andores, processionam na manhã de Domingo de Páscoa e as suas cores dominantes são o branco com debroados a verde.
A nossa "Semana Maior" (outra designação para a chamada "Semana Santa" da liturgia romana que hoje começa) é, desde há alguns anos, passada na andaluza cidade de Ayamonte, um dos meus lugares, nesta "geografia do afecto". O forte misticismo andaluz tem nesta semana, em cada cidade ou simples povoado, a sua expressão máxima, num misto de religião, superstição e cultura a um tempo erudita e popular, plena de complexidade e contradições. Quando, por esta altura do ano, aporto ali, enche-se-me a alma de Sentido, em todos os Sentidos, por entre o denso mistério, quase mágico... Sérgio Contreras, andaluz da "província" de Huelva em que Ayamonte se integra, tratou assim uma parte desta memória afectiva...
"Todo o escriba que se fez discípulo, é semelhante a um homem que tira do seu tesouro, coisas novas e coisas velhas" Mateus 15:32
Não privei com o Ginho na adolescência nem na juventude. Conheci-o já adulto, casado e pai das duas filhotas. Mas o Ginho é um amigo da primeira hora, desse Verão de 1984, quando aportei a esta terra de acolhimento. Do percurso de vinte e poucos anos que fizémos juntos - intenso, complexo e rico - fica-me o desenho dos momentos em que convergimos, das situações em que divergimos mas, principalmente, dos caminhos que fizémos lado-a-lado. Em qualquer caso, nunca estivémos parados. Pelo contrário, num diálogo permanente, nem sempre expresso, muitas vezes silencioso ou mesmo contemplativo, tínhamos os olhos e o coração n'Aquele que dá sentido à vida. Juntos, por gentileza do Ginho, chegámos a pretender ensinar adolescentes, quanto às coisas do Reino. E já então me parecia que era isso que fazíamos: do Tesouro imenso da Palavra, da Tradição, retiráva-mos "coisas novas" e "coisas velhas", para as oferecer, transparentes, ao coração ávido dos nossos catequisantos. Depois, tive a honra de ter sido por ele convidado para, em Abril de 2003, fazer a apresentação do seu livro "A Rainha de Basto" (prefaciado por João Conde Veiga e ilustrado por Ludes Oliveira), talvez o ponto mais alto dos nossos encontros.
Hoje, quando na minha memória corria ainda o alinhamento do espectáculo de ontem, organizado a propósito da apresentação do seu mais recente trabalho - "Corre-me Um Rio No Peito" - foi desta frase do ensino do Nazareno que me lembrei. Como o rio, corre o tempo. E nós com eles, caminhando.
Um abraço, Ginho.